O nome da rua - descobrimos na net - deve-se a um pequeno altar da 'Virgen de Alfileritos', uma virgem casamenteira e que ajudará as mulheres que, procurando noivo, juntamente com as suas orações lhe oferecem alfinetes. Estas peculiares e divertidas oferendas resultam de uma lenda que envolve idas dos homens para as guerras, ausências por Itália, Flandres, Índias e saudades das mulheres que ficavam, especificamente de uma jovem que depois de muitos sonos sacrificados à custa de alfinetadas para acordar e ir rezar à virgem, obteve as graças solicitadas, isto é, o regresso do seu amado.
.
.
.
Começámos o dia seguinte por um percurso de autocarro turístico, que ofereceu uma panorâmica geral da cidade, com passagem por vários monumentos e pontos de interesse.
.
.
O ponto alto do dia e desta estada na cidade foi a visita com guia à enorme e magnífica catedral. A 'Dives Toletana' (la rica de Toledo) ou 'La Giganta', assim chamada pelo escritor Vicente Blasco Ibáñez num dos seus livros, é a Catedral Primaz de Espanha.
Uma catedral imensa e fascinante, interminável nos fatores de interesse, dos quais percorremos e observámos pouco mais de meia dúzia: a gigantesca porta dupla principal; uma capela rica de esculturas, invulgarmente construída quase no centro da nave no lugar onde terá sido o altar de uma igreja visigoda, anteriormente edificada naquele espaço; o coro, enorme e magnífico de lavor; o altar de impressionante altura e riquíssimo de esculturas e pinturas; a sacristia com um teto pintado por Giordano Bruno, por vezes chamado de "pequena capela Sistina", com um quadro de El Greco, 'O espólio', cujos "defeitos" causaram ao tempo a sua rejeição pela Igreja; a grande custódia, etc.















































