15/09/2018

MONTPELLIER E NÎMES

Ficámos, na etapa seguinte, no camping Montpellier Plage. Situado em Palavas-les-Flots, a cerca de 15 Kms de Montpellier e 50 de Nîmes, mostrou ser uma boa base para visitarmos estas duas cidades e Arles, a que também tínhamos programado ir.
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MONTPELLIER               .
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No dia em que chegámos, fomos jantar a Montpellier. Estacionámos perto da Place de la Comédie, passeámos pelas ruelas do Vieux Bourg, entrámos na catedral e acabámos o dia na esplanada do Petit Bistrot, com mojitos e uma refeição ligeira.
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NÎMES               .
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O segundo ponto forte de turismo cultural foi o Musée de la Romanité, em Nîmes. Com o nome romano oficial de Colonia Augusta Nemausus, foi das cidades mais importantes da Gallia Narbonnensis, dotada com um Anfiteatro à imagem do de Roma, várias construções monumentais, um sistema de trazer água à cidade cuja parte mais notável é o aqueduto conhecido como Pont du Gard. Com toda esta riqueza histórica local, do tempo do Império, o Museu tem coleções impressionantes, sobretudo de escultura, de estelas funerárias e de elementos decorativos ou construtivos de templos, como frisos, capitéis de colunas, etc.
Também vimos o Anfiteatro (les Arènes) e visitámos a Maison Carrée, um templo construído poucos anos antes da era jc, usado como convento na Idade Média.
Quer Montpellier quer Nîmes têm centros históricos bons para se passear a pé, com ruelas estreitas, com os espaços públicos ocupados pelas pessoas. Há imensa gente nas ruas, a conviver, as esplanadas são muitas e estão cheias, há cachos de gente em volta de bares, a espalhar-se pelas ruas. Muita animação. Em Nîmes acresce que houve no fim de semana em que por lá estivemos uma Festa das Vindimas, com múltiplos espetáculos, restaurantes e bares temporários, ‘de feira’, montados em ruas cortadas ao trânsito, etc., a trazer muitos visitantes de fora.
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Arène de Nîmes
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No Musée de la Romanité
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A Maison Carrée
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E o almoço na esplanada do W - Restaurant Tapas Wine Bar
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DE NOVO MONTPELLIER                .
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Não fomos a Arles. O L pesquisou um pouco mais do que eu já tinha feito antes da viagem e  ficou com a impressão de que Arles será mais marketing do que substância. Vendem as referências a van Gogh, que lá viveu, etc., mas... o Espace van Gogh, com este nome pomposo, não é mais que um jardim, que ele usou para alguns quadros, a Fondation van Gogh terá meia dúzia de quadros dele. Por isso, decidimos explorar mais Montpellier, com bem maior oferta cultural.

Assim, o Musée Fabre em Montpellier foi o terceiro ponto forte de turismo cultural. Além da interessante coleção permanente, sobretudo de pintura holandesa, tinha uma excelente exposição retrospetiva temporária sobre Pablo Picasso, com mais de cem obras, percorrendo todas as suas fases, do realismo ao cubismo e ao surrealismo.

Depois do museu, almoçámos no restaurante Chez Boris, passeámos pelos jardins fronteiros, onde havia uma feirinha de alfarrabistas. O L ficou preso numa banca de ‘bande dessinée’, cheia de coisas mais ou menos antigas. Acabou por comprar dois álbuns, um de Enki Bilal, outro de Jiro Taniguchi.
Caminhámos mais um pouco e encontrámos a paragem do comboio turístico, com o nome ‘Le Petit Train de Montpellier’, que decidimos apanhar para uma pequena volta pela cidade. Volta por boa parte do centro histórico, na verdade, pelos bairros antigos e a parte monumental, de quase uma hora. Regressámos, depois, ao parque de campismo.
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No  Musée Fabre
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O Restaurante Chez Boris
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Última volta pela cidade
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13/09/2018

DE MADRID PARA BLANES

UM FIM DE VIAGEM ATRIBULADO               .
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Não tive a serenidade suficiente para sair do carro e registar em fotografia a nossa memorável entrada em Blanes, finda a qual, e deixada a caravana no camping, eu apenas desejava uma boa rodada de cañas, o que aliás fizemos no 'Cheers Blanes'.
Mas vamos por partes: em Madrid tínhamos procurado um lugar que fizesse sentido para descansar uma noite, antes da etapa seguinte. Decidimos (enfim, "decidimos" é um eufemismo, porque quem decide verdadeiramente qual a extensão dos percursos e os locais de paragem é quem guia) ficar uma noite em Blanes.  Escolhemos o camping e o L introduziu no GPS as coordenadas que constam do site do dito, mas à chegada a Blanes, o percurso começou a ficar estranho. O GPS, em vez de nos conduzir para a marginal, em que se situam todos os parques de campismo da terra, levou-nos para o morro que se vê abaixo, numa fotografia que piquei  na net, até que chegámos a uma pequena rotunda sem saída, enquanto o GPS marcava o ponto de chegada algures no mar, lá em baixo. Isto é, as coordenadas estavam erradas. 
Aí não havia alternativa se não dar a volta e iniciar o caminho inverso. Porém, o caminho inverso não foi bem igual ao da ida e acabámos com carro e caravana num bairro tipo Alfama, com ruas estreitíssimas e curvas completamente fechadas. 
Por incrível que pareça, lá acabámos por sair dali sem uma arranhadela. Na primeira curva, com as prestimosas indicações de um  motorista de pesados (semi reboques) que ia a passar, nas seguintes, "apenas" com a extraordinária capacidade de resolução de problemas do L.
A entrada no camping fez-se quando já anoitecia e num silêncio que só quebrámos na ida para o bar. É que toda a gente sabe como são os homens: pragmáticos! Não ficam a falar sobre o que já passou...
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O CAMPING 'S'ABANELL' E A MARGINAL DE BLANES EM FRENTE              .
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07/09/2018

DE LISBOA PARA MADRID

PARA O CAMPING HABITUAL               .
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Voltámos ao camping em que há já vários anos ficamos, embora nele continuemos sem acesso à internet a não ser na cafetaria, o que, francamente, não me dá muito jeito. Também não consegui abrir a internet móvel, apesar de antes de sair ter ido à Vodafone para perceber a razão pela qual nunca consegui aceder a ela em roaming. Disseram-me que está tudo bem com o tarifário e com o dispositivo e que bastaria fazer a inscrição na rede no primeiro país que visitasse, mas que, se não funcionasse, deveria tirar o cartão do router, introduzi-lo no meu telemóvel, fazer a busca de redes disponíveis e já estaria pronto. Não é fácil, mas eu segui todos os passos que me foram indicados e... nada! Adaptámo-nos portanto à situação, isto é, os posts desta viagem, contrariamente ao que eu pretendia,  são todos feitos já após o nosso regresso.
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No camping habitual, desta vez, encontrámos duas particularidades:
Além dos campistas vulgares, como nós, com as suas tendas, caravanas, autocaravanas, etc, havia um grupo de escuteiros, de idades variadas, que tinha um acampamento perto do lugar onde ficou a nossa caravana. Às horas do jantar, que faziam em grandes tachos, ao ar livre, houve oração em coro. Miúdos portugueses. O acampamento deles esteve sempre impecavelmente arrumado e a organização do grupo era verdadeiramente admirável.
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A segunda circunstância digna de nota foi um gigantesco grupo de alemães, transportado em autocarros de longo curso, que ocupava mais de dois terços do espaço destinado a acampar. Uma equipa técnica, alemã, esteve a montar um mar de tendas grandes, todas iguais, sobre estruturas metálicas, tudo transportado em camiões também alemães. Percebi depois tratar-se de de um colégio. Professores, alunos e alguns pais e mães destes, em estada e visitas de estudo, enquadradas num encontro internacional. Nunca tínhamos encontrado um grupo assim.
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O primeiro ponto forte de turismo cultural nesta viagem de férias foi a exposição temporária no Museo Reina Sofía, em Madrid, sobre o Movimento DaDa Russo entre 1914 e 1924. Além dos trabalhos expostos, de que ficam alguns exemplos abaixo, encontravam-se nesta exposição muitos dados históricos, em fotografia e até em filme, com várias projeções.
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No dia seguinte voltámos à cidade e visitámos a magnífica Igreja de Santo António dos Alemães, que no princípio do século XVII se chamou de Santo António dos Portugueses por ter sido oferecida por Filipe III, juntamente com o hospital contíguo, a doentes e peregrinos portugueses que passavam por Madrid. Em 1640 a igreja deixa de acolher os portugueses e fica fechada até que, em 1689, é oferecida aos alemães católicos que acompanharam a esposa de Carlos II.
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Circular no centro de Madrid não é fácil enquanto durarem as obras integradas no plano de mobilidade da cidade. Apesar disso, conseguimos estacionar o carro muito perto da Gran Via, que descemos até à Plaza de España depois da passagem pela Igreja de Santo António dos Alemães e onde esperámos pela hora de almoço que fizemos no Miyama, um excelente restaurante japonês, já há muito nosso conhecido.
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06/09/2018

'MELIDES COM OUTRO OLHAR'

É uma exposição em jeito de celebração. Faz agora um ano que José Frade e Sérgio Guerreiro começaram a inventariar as espécies da Lagoa de Melides, no litoral alentejano. Na exposição podem ver-se os animais da região na Moagem – Espaço Cultural de Melides.

Foi em Setembro de 2014 que José Frade e Sérgio Guerreiro começaram a inventariar as espécies da Lagoa, no âmbito do Biomelides, um projecto de voluntariado em parceria com a Junta de Freguesia de Melides.
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05/09/2018

MELIDES

NUMA NOTA DIFERENTE               .
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O jovem 'Senhor da farmácia' e eu conhecemo-nos há uns anos, mas nunca nos tínhamos encontrado fora do perímetro da dita. Atencioso, cuidadoso e eficaz, foi-me sempre uma pessoa simpática. No mês de agosto, num jantar ainda com netos e filha, fomos à Tia Rosa e ele lá estava, "a dar uma mãozinha" naqueles dias em que todas as mesas estavam cheias na sala ou na esplanada e havia sempre gente à espera.
Entre sorrisos, a explicação: tinham-no desafiado, é amigo de infância de um dos donos, não tem família à espera quando fecha a farmácia, que lhe apeteceu ver se seria capaz.
Sem o balcão da farmácia entre nós, a conversa soltou-se em brincadeiras sucessivas. Tinha que escrever tudo, que os pedidos não vinham com os nomes dos princípios ativos que tão bem conhecia; que as pessoas saudáveis eram mais complicadas do que as doentes e  raramente aceitavam genéricos, nem mesmo o vinho da casa, um genérico de qualidade certificada; que os medicamentos se tomam sempre da mesma maneira, em piada para os meus netos e os seus inevitáveis bitoques: dois grelhados um frito, dois com salada, um só com batatas, outro sem batatas...
Ontem voltei à farmácia e fui recebida como uma amiga de longa data. Saindo detrás do balcão, veio cumprimentar-me, "então como está?", "vem cá passar o mês de setembro?", "ah! Vão viajar, que bom!".
Só me dei conta que o jovem "Senhor da farmácia", de quem ainda não sei o nome (que vergonha, ele já sabe o meu!), tem um olhar doce e um sorriso bonito, quando na Tia Rosa a minha filha mo disse. Mas ontem teria sido impossível não ter reparado nele, na afabilidade com que fui tratada.
Um balcão de atendimento distancia-nos bem mais de quem nos atende do que a sua simples largura.
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04/09/2018

ANDANÇAS

DE SANTA CRUZ PARA LISBOA, DE LISBOA PARA A GALÉ               .
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Porque há que tratar do jardim antes de irmos para a estrada nas tão desejadas, tão esperadas, férias de setembro. É que  c'est en septembre / que je me fais la bonne année...
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31/08/2018

FIM DE AGOSTO EM SANTA CRUZ

Esta semana em Santa Cruz tem-nos permitido o descanso de que precisávamos. Pela parte que me diz respeito, o vento frio que se tem feito sentir nem me tem levado mais perto do mar do que as nossas varandas proporcionam e o casaco de malha foi até hoje uma peça de roupa fundamental. As saídas de casa têm sido, por isso, escassas. 
Ainda assim, fomos beber um copo ao 'Nosotros' numa destas noites, experimentámos anteontem o menu semanal de sushi na 'Bar/Restaurante do Pisão' (completamente não recomendável -o sushi, não o restaurante- na exigente opinião do L) e hoje fomos almoçar ao novo 'Trás dOrelha', que conhecíamos noutra localização, como aqui publiquei.
Partilhámos o excelente peixe galo frito com arroz de grelos e a cabidela de galinha, confecionada de uma forma  diferente da habitual, mas nem por isso mais bem conseguida, antes pelo contrário.
O fim da tarde foi o momento para uma caipiroska no 'Ar de Bar' e depois uns petiscos no 'Cantinho do Pateo'.
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RESTAURANTE 'trás d'Orelha'               .
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'AR DE BAR'               .
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'CANTINHO DO PATEO'               .
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30/08/2018

DO TEMPO DE PAUSA NO BLOG

PORQUE ÀS VEZES A VIDA COMPLICA-SE               .
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Nos últimos meses não tenho tido nem tempo, nem a serenidade adequada para a manutenção do blog. Entre mãe, filhos, netos, preocupações e ansiedades várias, as semanas foram passando e os momentos por registar. Mas as férias familiares anuais estão no início e eu de regresso. Neste post apenas deixo algumas imagens. Os seguintes, seguramente, mais pormenorizados serão.
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UM FIM DE SEMANA EM MOURÃO (MONTE DO COLMEAL e HERDADE QUETZAL)               .

UM DOMINGO DE SOL PARA UM ALMOÇO DE FAMÍLIA EM LISBOA               .
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FILHO, FILHA E NETOS               .
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E, RESOLVIDA ALGUMA BUROCRACIA, UMA NOVA PARTIDA DO I PARA TERRAS LONGÍNQUAS               .
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12/05/2018

UM NOVO RESTAURANTE EM MELIDES

'O ARTESÃO'               .
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Situado na estrada que vai para a lagoa de Melides, apenas me dei conta da sua existência, porque esteve incluído no fim de semana gastronómico dedicado ao arroz
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